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ALFA ROMEO AUTOMOBILES S.P.A. 

Fundação: 1910 - Milão, Itália

FundadoresAlexandre Darracq, Giuseppe Merosi e Nicola Romeo

Proprietário: FCA- Fiat Chrysler Automobiles

Sede atualTurim, Itália

Sitehttps://www.alfaromeo.it/

Em 06 de abril de 1906, Cavaliere Ugo Stella e Alexandre Darracq fundaram na cidade de Nápoles, na Itália, a Società Anonima Italiana Darracq. Em 1909 a empresa se mudou para a cidade de Milão, e em 1910, com a saída de Stella, Darracq se uniu a um grupo de investidores italianos e rebatizou a empresa para A.L.F.A. Società Anonima Lombarda Fabbrica Automobili, que sob a gestão de Giuseppe Merosi, lançou o Alfa 24HP, primeiro carro da marca, com direito a versões para as corridas.

 

Em 1915, durante a guerra e uma forte crise financeira, o Alfa foi oferecida ao Banca Italiana di Sconto, que apontou o engenheiro e empresário Nicola Romeo como comprador e diretor geral. Nesta ocasião, a Alfa mudou seu nome para Italian Anonymous Company Ing. Nicola Romeo, e passou a produzir munição para os armamentos de guerra.

 

Com o final da guerra, em 3 de fevereiro de 1918, a produção de carros foi retomada e nasceu a Alfa Romeo. Nessa época, Nicola compra outras empresas e passa a ter controle absoluto sobre todas elas, no entanto era o Banca Italiana di Sconto que detinha a participação majoritária.

 

A partir de 1920, a Alfa Romeo expandiu com sucesso sua participação em competições de velocidade com auxílio de grandes pilotos como Antonio Ascari, Giuseppe Campari e Enzo Ferrari, e graças a seu grande número de vitórias, a Alfa Romeo alcançou fama internacional, até que em 1921 o Banca Italiana di Sconto declara falência e é adquirido pelo Banca d'Italia através do Banca Nazionale di Credito. Como resultado, as empresas devedoras passaram a ser controladas pelo governo italiano, e a Alfa Romeo não foi exceção.

 

Em 1922, Benito Mussolini assumiu o poder ficou perplexo ao saber que a Alfa Romeo estava entre as empresas que seriam fechadas, afinal, suas vitórias nos campeonatos de automobilismo, trouxeram prestígio a marca e a Itália, por isso, ele injetou dinheiro nas operações.

 

Não tendo o resultado esperado, em 1925 Nicola Romeo foi retirado da empresa e substituindo-o por Pasquale Gallo, e no mesmo ano, a marca voltou a ter sucesso nas pistas de corrida, derrotando as montadoras que dominaram o Grande Prêmio da época, como, Bugatti, Fiat, Delage, Sunbeam e Miller.

 

A participação em competições era um meio de aumentar as vendas, por isso, era essencial lançar um modelo que, após a vitória no campeonato mundial, impulsionaria as vendas atraindo novos clientes, e em 1927, foi apresentado o Alfa Romeo 6C 1500.

 

 Em 1931, a empresa diversificou sua produção e introduziu o primeiro veículo industrial da marca, o Alfa Romeo Tipo 50. Em 1932 apresentou o primeiro motor aeronáutico totalmente concebido pela Alfa Romeo, o D2, que foi usado na fabricação do Caproni Ca 101.

 

O início dos anos 1930, a grande crise econômica que se iniciara em 1929 com o colapso da Wall Street, foi muito ruim para os negócios da Alfa Romeo e em 1933, o governo italiano decidiu assumir oficialmente as ações da Alfa Romeo que pertenciam aos bancos, e com isso obteve controle da empresa que passou a ser do estado.

 

Alguns membros do Ministério da Fazenda cogitaram novamente o fechamento da montadora, mas o próprio Mussolini, decidiu salvar a empresa através do IRI – “Istituto per la Ricostruzione Industriale”, agência governamental criada para apoiar bancos e empresas em dificuldade. E para resgatar a empresa nomeou Ugo Gobbato, responsável pelas finanças e pela produção.

 

Em 1933, Gobbato decidiu retirar a Alfa Romeo das competições automobilísticas, entregando seus carros à Scuderia Ferrari, nascida alguns anos antes. Com isso a Alfa Romeo se tornou famosa e respeitada em todo o mundo. Sua Fama fez Henry Ford dizer, durante uma entrevista em 1939, “quando vejo um Alfa Romeo passar, tiro meu chapéu”.

 

Em sua estratégia para diversificação de produtos, Gobbato, iniciou em 1938 a construção de uma nova unidade em Pomigliano d'Arco, na província de Nápoles, para fabricação de motores aeronáuticos e em 1941 nascia a Alfa Romeo Avio, que anos mais tarde, seria transformada em uma moderna fábrica da Fiat em atividade até os dias de hoje.

 

Também em 1938 houve o retorno oficial da Alfa Romeo às competições, com a fundação da Alfa Corse, uma área ligada ao design, construção e manutenção de carros de corrida e que foi gerida por ninguém menos que Enzo Ferrari, até o início de 1940.  Após a segunda grande guerra, com a criação de um dos carros de competição mais bem-sucedidos da sua história, a Alfa Romeo venceu a edição inaugural do Campeonato Mundial de Fórmula 1.

 

Porém, em 1945, a Alfa Romeo viu-se em uma situação de grande dificuldade. Os danos causados às fábricas durante os ataques, quase dizimou o mercado de automóveis italiano. Havia escassez de mão de obra qualificada e de matéria prima. Ugo Gobbato foi assassinado em 28 de abril de 1945. Pasquale Gallo, foi nomeado comissário extraordinário pela CNL e depois se tornou presidente, cargo que ocupou até 1948.

 

 A estabilização financeira e a normalização da economia italiana permitiram a Alfa Romeu, investimentos nas corridas, e em 1947, com o Alfa Romeo 8C 2900B, ela venceu a primeira edição da Mille Miglia organizada após o fim da guerra.

 

Duas importantes vitórias em competições, também ajudaram no desenvolvimento da marca. A vitória nas duas primeiras edições do campeonato mundial de Fórmula 1 de 1950 e 1951, respectivamente com Nino Farina a bordo de um Alfa Romeo 158, apelidado "Alfetta" por suas pequenas dimensões e Juan Manuel Fangio, que pilotou um Alfa Romeo 159.

 

Rudolf Hruska, engenheiro austríaco que alguns anos antes tinha projetado o Volkswagen Beetle e foi contratado pela Alfa Romeo e participou do desenvolvimento do Giulietta, que teve várias versões nos anos seguintes, e existe até os dias de hoje. O modelo teve um sucesso sem precedentes e ganhou o apelido de "namorada da Itália". Com o Giulietta nasceu o termo "alfista", que desde então teria definido os fãs da marca milanesa.

 

Em 1963, a Alfa comprou a Autodelta de Carlo Chiti, transformando-a sua divisão de corridas Um dos modelos preparados pela Autodelta durante este período, foi o Giulia GTA, que ganhou seis Campeonatos Europeus de Turismo entre os anos sessenta e setenta.

 

Os anos sessenta e setenta, foram caracterizados pela colaboração entre a Alfa Romeo e os melhores designers italianos; por exemplo, a casa Alfa Zagato, a Pininfarina e a Bertone. Em termos de estratégia corporativa, no final dos anos sessenta foi decidido a reconstrução da fábrica de Pomigliano d'Arco. O primeiro carro que foi produzido em Pomigliano d'Arco foi o Alfasud.

 

 O ano de 1986 foi um marco para a Alfa Romeo, mesmo com os sucessos dos últimos modelos e das competições, a empresa ainda carregava prejuízos em relação aos anos anteriores e operava no vermelho. Pensando em reduzir as perdas, Romano Prodi, presidente do IRI, decidiu vender a empresa para um grupo privado, e após uma feroz batalha com a Ford, o grupo Fiat adquiriu a empresa. Após a aquisição, a Fiat decidiu fundir Alfa Romeo com outra empresa já adquirida pelo grupo, a Lancia, criando o "Alfa-Lancia Industrial".

 

Atualmente a empresa faz parte do grupo Stellantis Italy, com sede em Turim, na Itália. A empresa foi rebatizada após a fusão entre PSA e FCA, e hoje, é proprietária das 14 marcas, Abarth, Alfa Romeo, Chrysler, Citroën, Dodge, DS, Fiat, Jeep, Lancia, Maserati, Opel, Peugeot, Ram e Vauxhall. Também está na quarta posição mundial entre os maiores fabricantes de automóveis, perdendo apenas para Toyota, VW e Aliança Renault Nissan Mitsubishi.

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