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CHRYSLER GROUP LLC

Fundação:  1925 - Michigan, Estados Unidos

Fundador: Walter Percy Chrysler

Proprietário: FCA - Fiat Chrysler Automobile

Sede atualAuburn Hills, Michigan, EUA

Sitehttps://www.chrysler.com/

 

Em 1858, o canadense de ascendência alemã e holandesa, Henry Chrysler, mudou-se com sua família, de Chatham, Ontário para a cidade de Wamego, Kansas, nos Estados Unidos, quando tinha apenas oito anos. Henry se tornou engenheiro de locomotivas na Kansas Pacific Railway e depois na Union Pacific Railroad. Ainda jovem, ele conheceu Anna Maria, com quem se casou. No dia 02 de abril de 1875, nasceu Walter Percy Chrysler, filho do casal. A família se mudou para a cidade de Ellis, onde Walter cresceu.

 

Após fazer um curso de mecânica por correspondência, na Scranton School, da Pensilvânia, Walter começou sua carreira como mecânico de locomotivas. Com sua natureza inquieta e extremamente ágil, ele trabalhou em várias ferrovias, como a Denver Railway e a Chicago Great Western Railway, onde adquiriu conhecimento e desenvolveu uma excelente reputação pela qualidade de seu trabalho. Assim ele atuou como mecânico, contramestre, superintendente, chefe de divisão mecânica e chefe de mecânica geral. 

 

No auge de sua carreira de ferroviário Walter foi para Pittsburgh, Pensilvânia, onde se tornou gerente de locação de locomotivas, na Allegheny na American Locomotive Company (ALCO). Em 1911, ele recebeu um convite para se reunir com James J. Storrow, um banqueiro que também era diretor da Alco. Storrow perguntou se ele já havia pensado em fabricar automóveis. Chrysler, que era entusiasta de automóveis, se interessou pelo assunto, então, Storrow marcou uma reunião com Charles Williams Nash, presidente da Buick Motor Company, que procurava um novo chefe de produção.

A proposta não era nada atraente. US$ 6.000 por ano, contra os quase US$ 12.000 que Chrysler já ganhava na ferrovia. Porém, como visionário que era, ele aceitou a proposta e abandonou sua carreira ferroviária para se tornar gerente responsável pela produção da Buick em Flint, Michigan. Quando entrou pela primeira vez na fábrica, ele encontrou muita desorganização e pouca eficiência, mas com sua perspicácia, imediatamente começou uma enorme mudança nos padrões de fabricação, eliminando desperdícios, organizando o ambiente e redefinindo todo o processo de fabricação. Os resultados foram imediatos e a empresa passou a ter uma nova e bem melhorada realidade financeira.

 

Em 1916, William Crapo Durant, que fundou a General Motors em 1908, havia retomado o controle da empresa, após ser expulso alguns anos antes, pelo conselho administrativo que julgava suas decisões ineficientes e de alto risco para o negócio. Esse retorno, que se deveu em grande parte à criação da Chevrolet, em 1911, gerou grandes atritos entre Durant e os banqueiros americanos que tambem faziam parte do conselho da GM. Chrysler, que tinha uma excelente relação com esses banqueiros, temia que o atrito pudesse prejudica-lo e pediu sua demissão imediata.

Durant, que nesse momento estava em Nova York, pegou o primeiro trem para Flint para tentar manter Chrysler na empresa. Sua oferta foi de US$ 10.000,00 mensais, o que equivaleria atualmente a US$ 233.000,00 (julho de 2018), durante três anos, com bônus ou ações no valor de US$ 500.000, o que seria quase US$ 12 milhões atuais, ao final de cada ano. Além disso, Chrysler se reportaria diretamente a Durant e teria autonomia completa quanto às suas decisões dentro da Buick. Chrysler aceitou imediatamente a proposta, e administrou a empresa, com sucesso, por mais três anos.

Em 1919, ao final do contrato, ele renunciou ao cargo de presidente por discordar da visão de Durant para o futuro da General Motors. Durant pagou à Chrysler US$ 10 milhões por suas ações da GM, ou US$ 233 milhões nos dias atuais. Chrysler que começou na Buick em 1911, com um salário de US$ 6.000 por ano, deixou a Buick, como um dos homens mais ricos da América.

Chrysler foi então contratado por um grupo de banqueiros, para reerguer a Willys-Overland Motor Company em Toledo, Ohio. Ele exigiu um salário de US$ 1 milhão por ano durante dois anos, uma quantia surpreendente naquele momento. Quando deixou a Willys em 1921, após uma tentativa malsucedida de lutar contra o controle de John Willys, ele adquiriu o controle da Maxwell Motor Company. Imediatamente ele eliminou a marca Maxwell, e com sua estrutura, fundou a Chrysler Corporation, em Detroit, Michigan, em 6 de junho de 1925. Além da Chrysler, ele criou as marcas Plymouth e DeSoto. E em 1928, ele comprou a Dodge, que enfrentava dificuldades desde o falecimento dos irmãos John Francis Dodge e Horace Elgin Dodge, em 1920.

No mesmo ano, ele financiou a construção do Edifício Chrysler, em Nova York, que foi concluído em 1930. Walter Percy Chrysler, foi nomeado “Homem do Ano” pela revista Time em 1928, e em 1967, seu nome foi incluído no “Automotive Hall of Fame”.

 

Ainda antes da fundação de sua companhia, em 1924, Chrysler havia criado um automóvel de 6 cilindros, com intuito de oferecer aos clientes um carro avançado, mas a um preço mais acessível do que o praticado pelo mercado. Alguns dizem que elementos deste carro foram tomados de um protótipo que estava em desenvolvimento na Willys durante o mandato da Chrysler. O carro incluía filtro de ar para o carburador, motor de alta compressão e filtro de óleo, recursos ausentes da maioria dos automóveis. na época.

Entre as inovações encontradas nos veículos seguintes, estão os primeiros freios hidráulicos, um sistema quase totalmente projetado pela Chrysler, com patentes atribuídas à Lockheed, e coxins de borracha para reduzir a vibração. A Chrysler também desenvolveu uma roda com uma borda estriada, projetada para evitar que um pneu vazio saia da roda. Esse conceito acabou por ser adotado pela indústria automobilística em todo o mundo.

O novo Chrysler de quatro cilindros, de preço mais baixo, introduzido em 1926, foi baseado em uma herança da Maxwells. A engenharia e os testes avançados usados nos veículos da Chrysler, ajudaram a levar a empresa ao segundo lugar em vendas nos Estados Unidos, em 1936, posição que ocuparia até 1949. Ela, junto com a Ford e a GM passaram a ser chamadas de “Big Three”

 

Em 1928, a Chrysler dividiu sua oferta de veículos por classe de preço. A marca Plymouth, era a de menores preços, a DeSoto, para os carros de preço médio, e a própria Chrysler, para os mais luxuosos. A Dodge, continuou a bem-sucedida linha de automóveis Dodge e a linha de caminhões leves, Fargo. Em meados da década de 1930, as divisões DeSoto e Dodge trocariam de lugar na hierarquia corporativa. O Chrysler Imperial, lançado em 1926, se tornou o Top de Linha da marca, até ser descontinuado em 1955.

Em 28 de setembro de 1957, a Chrysler anunciou a primeira produção de injeção eletrônica de combustível (EFI), como uma opção em alguns dos seus novos modelos de 1958, como o Chrysler 300D, o Dodge D500, o DeSoto Adventurer, e o Plymouth Fury. Infelizmente o sistema era muito falho e a maioria dos proprietários de Chrysler com EFI, estavam tão insatisfeitos e readaptando deus veículos para carburadores.

 

O Chrysler Imperial, receberia novas carrocerias a cada dois ou três anos, todos com motores V8 e transmissões automáticas, até 1955. O sucesso do carro foi tão grande que a pedido dos próprios consumidores, ele foi relançado em 1989.

De 1963 a 1967, a Chrysler assumiu o controle total das empresas francesas Simca, British Rootes e Spanish Barreiros, fundindo-as na Chrysler Europa em 1967. Na década de 1970, uma parceria de engenharia foi estabelecida com a Mitsubishi Motors para vender veículos Mitsubishi com a marca Dodge e Plymouth na América do Norte.

A Chrysler lutou para se adaptar às mudanças dos anos 1970, quando o gosto do consumidor passou a ser os menores. Após a crise do petróleo de 1973, a Chrysler teve dificuldades para se adaptar a concorrência vinda dos importados e as novas regulamentações governamental, bem mais rígidas, sobre segurança, economia de combustível e emissões. Ela não dispunha de recursos financeiros para atender a todos esses desafios.

 

Em 1978, Lido Anthony Iacocca, ou como era mais conhecido, Lee Iacocca, foi contratado para recriar a empresa. Em 1979, ele buscou ajuda do governo dos EUA. Mais tarde, o Congresso aprovou a Lei de Garantia de Empréstimos, e ofereceu à Chrysler um empréstimo de US$ 1,5 bilhão, desde que ela também obtivesse US$ 2 bilhões de fontes externas. Para conseguir esse montante, a Chrysler vendeu ativos, reduziu salários, vendeu ações e buscou ajuda com seus concessionários e fornecedores.

Em 1983, após um período de fechamento de fábricas e cortes salariais acordados entre a administração e os sindicatos, os empréstimos foram pagos com juros. Em 1985, a Diamond-Star Motors foi criada, expandindo ainda mais o relacionamento entre a Chrysler e a Mitsubishi. No mesmo ano, a Chrysler firmou um acordo com a American Motors Corporation – AMC, para produzir a plataforma, Chrysler M e o Dodge Omnis, na fábrica da AMC em Kenosha, Wisconsin.

 

Em 1987, a Chrysler adquiriu 47% da AMC que era de propriedade da Renault. As ações remanescentes em circulação foram compradas na New York Stock Exchange – NYSE, em 5 de agosto de 1987. O CEO da Chrysler, Lee Iacocca queria a marca Jeep, particularmente o Jeep Grand Cherokee que estava em desenvolvimento. A Chrysler criou a divisão Jeep / Eagle para comercializar produtos diferentes das suas plataformas convencionais, visando concorrer com os importados. As concessionárias AMC, passaram a vender veículos Jeep bem como produtos da Chrysler, fortalecendo o sistema de distribuição de varejo da montadora.

A Eurostar, uma joint venture entre a Chrysler e a Steyr-Daimler-Puch, começou a produzir a Chrysler Voyager na Áustria para os mercados europeus em 1992. Em 1998, a Chrysler e suas subsidiárias firmaram uma parceria denominada "fusão de iguais" com a alemã Daimler-Benz AG, criando a entidade DaimlerChrysler AG. Para a surpresa de muitos acionistas, a Daimler adquiriu a Chrysler. Existem rumores que dizem que a fusão foi necessária por causa da falta de planejamento do então CEO da Chrysler, Robert James Eaton.

 

A nova empresa passou a chamar DaimlerChrysler Motors Company LLC. A marca Eagle foi aposentada logo após a fusão da Chrysler com a Daimler-Benz em 1998. A Jeep tornou-se uma divisão autônoma, e esforços foram feitos para fundir as marcas Chrysler e Jeep como uma única unidade de vendas. Em 2001, a marca Plymouth também foi descontinuada.

O empreendimento austríaco foi vendido para a Magna International em 2002 e tornou-se a Magna Steyr. Em 14 de maio de 2007, a DaimlerChrysler anunciou a venda de 80,1% do Grupo Chrysler para a americana Cerberus Capital Management, posteriormente conhecida como Chrysler LLC, enquanto a Daimler, renomeada para Daimler AG, manteve participação de 19,9%. O colapso econômico de 2007 a 2009 levou a frágil empresa à beira do abismo. Em 30 de abril de 2009, a montadora entrou com pedido de falência, o que resultou em inadimplência de mais de US$ 4 bilhões em dívidas garantidas.

Em 10 de junho de 2009, todos os ativos da Chrysler foram vendidos para a "Nova Chrysler", organizada como Chrysler Group LLC. O governo federal apoiou o acordo, com financiamento de US$ 8 bilhões. Sob o comando do CEO Sergio Marchionne, foi introduzido o "World Class Manufacturing" ou WCM, um sistema de qualidade de fabricação completa.

 

Em 2010, as divisões Ram, Jeep, Dodge, SRT e Chrysler foram separadas para se concentrarem em sua própria identidade e marca, e 11 grandes atualizações de modelos ocorreram em 21 meses. Em 24 de maio de 2011, a Chrysler reembolsou seus empréstimos de US$ 8 bilhões para os governos dos Estados Unidos e do Canadá. O Tesouro dos EUA, investiu US$ 12,5 bilhões na Chrysler e recuperou US$ 11,2 bilhões quando as ações da empresa foram vendidas em maio de 2011, resultando em perdas de US$ 1,3 bilhão.

Em 21 de julho de 2011, a Fiat comprou as ações da Chrysler detidas pelo Tesouro dos EUA, e em 21 de janeiro de 2014, a comprou as ações remanescentes de propriedade da VEBA em um negócio de US$ 3,65 bilhões, e anunciou a reorganização da Fiat e da Chrysler sob uma nova holding, a Fiat Chrysler Automobiles – FCA. O primeiro automóvel da nova empresa veio ainda em 2014, era o Chrysler 200 completamente redesenhado.

 

Nos anos de 2010, a Chrysler é a menor das três grandes montadoras americanas (Chrysler Group LLC, Ford Motor Company e General Motors). Em 2013, ela vendeu 1.800.368 veículos, 9% acima de 2012, o que a deixou na quarta posição de vendas mundiais atrás da GM, Ford e Toyota. Em 2007, as vendas atingiram 2.076.650 unidades, caindo para 931.402 em 2009, o pior resultado da empresa em décadas, teve como principal ofensor a crise financeira de 2007 a 2009.

Iniciativas Ambientais

 

Em 1979, a Chrysler produziu um veículo elétrico experimental em cooperação com o Departamento de Energia dos EUA. Ele foi chamado de Chrysler ETV-1. Em 1993, a emprese iniciou as vendas de uma minivan elétrica de produção limitada chamada TEVan; no entanto, apenas 56 foram produzidos. Em 1997, uma segunda geração, chamada EPIC, foi lançada e descontinuada dois anos depois.

 

A Chrysler já foi proprietária da empresa Global Electric Motorcars, construindo veículos elétricos de baixa velocidade, mas vendeu a empresa para a Polaris Industries em 2011.

 

Em setembro de 2007, a Chrysler criou a ENVI, uma organização interna focada em veículos elétricos e tecnologias relacionadas, que foi dissolvida no final de 2009. Em agosto de 2009, a Chrysler recebeu US$ 70 milhões em doações do Departamento de Energia dos EUA para desenvolver uma frota de teste de 220 picapes e minivans híbridas.

Os primeiros modelos híbridos, Chrysler Aspen e o Dodge Durango, foram descontinuados poucos meses após o início da produção em 2008, compartilhando sua tecnologia híbrida com a GM, a Daimler e a BMW. Em 2012, o CEO da FCA, Sergio Marchionne, disse que a Chrysler e a Fiat planejam se concentrar principalmente em combustíveis alternativos, como GNV e Diesel, em vez de transmissões híbridas e elétricas para seus produtos de consumo.

Marketing

 

Garantia vitalícia: Em 2007, a Chrysler começou a oferecer garantia vitalícia para o primeiro proprietário registrado de seus veículos. O acordo cobria veículos modelo de 2006 até 2009, adquiridos a partir de 26 de julho de 2007. O acordo só não valia para veículos a diesel, Sprinters, Chassis Ram e certos veículos de frota. A garantia era intransferível. Após a reestruturação da Chrysler, o programa de garantia foi substituído por uma garantia de cinco anos ou 100.000 milhas para veículos posteriores a 2010.

 

Vamos reabastecer a América: Em 2008, como a preocupação dos clientes com relação ao aumento dos preços do combustível, a Chrysler lançou a campanha "Let's Refuel America" ou “Vamos reabastecer a América”, que garantia aos compradores de carros novos, gasolina a US$ 2,99 por três anos. Os compradores americanos das marcas Chrysler, Jeep e Dodge, poderiam se inscrever no programa e receber um cartão de desconto utilizado em todo o território americano, por três anos.

 

Pick-ups e caminhões Ram: Em outubro de 2009, as linhas de carros e caminhões da Dodge foram separadas, com o nome "Dodge" sendo usado para carros, minivans e crossovers e "Ram" para caminhões leves e médios e outros veículos comerciais.

 

Importado de Detroit: Em 2011, a Chrysler apresentou sua campanha "Imported From Detroit", com anúncios do rapper Eminem de Detroit, um dos quais foi ao ar durante o Super Bowl. A campanha destacou o rejuvenescimento de toda a linha de produtos. Como parte da campanha, a Chrysler vendeu uma linha de peças de roupas, cujas vendas seriam revertidas para instituições de caridade da região de Detroit. Após a participação de Eminem, na campanha, também houve um anúncio do defensor do Lions de Detroit, Ndamukong Suh, dirigindo um Chrysler 300 para Portland, Oregon, para visitar sua mãe, e um anúncio do estilista John Varvatos, nascido em Detroit.

 

Half Time in America: Novamente em 2012, a Chrysler lançou durante o Super Bowl, a campanha intitulada "Half Time in America". O anúncio gerou várias críticas de importantes conservadores norte-americanos, que sugeriram que sua mensagem sugeria que o presidente Barack Obama merecia um segundo mandato e, como tal, era um retorno político para o apoio de Obama ao resgate da empresa. Questionado em uma entrevista de 60 minutos com Steve Kroft, Sergio Marchionne respondeu "Eu já paguei os empréstimos com 19,7% de juros. Eu não me comprometi a fazer um comercial em cima disso" e caracterizou a reação republicana como "desnecessária e fora de propósito”

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