

Fundação: 1928 - Michigan, Estados Unidos
Fundador: Walter Percy Chrysler
Último proprietário: Chrysler Corporation
Última sede: Michigan, EUA - Encerrada em 1960
Site: Não disponível
A marca DeSoto foi fundada por Walter Percy Chrysler em 4 de agosto de 1928, como uma divisão da Chrysler para competir com seus concorrentes Oldsmobile, Buick, Mercury, Studebaker, Hudson e Willys, na classe de veículos de preço médio. O Nome homenageava o explorador espanhol Hernando de Soto que liderou a primeira expedição europeia em território americano (Florida, Geórgia e Alabama), no século XV. O logotipo usado, trazia sua imagem estilizada.
Seu primeiro, o DeSoto Series K-AS, foi lançado em 1929, e no mesmo ano, suas vendas estabeleceram um recorde de 81.065 unidades. Esse número só foi ultrapassado em 1960 pelo Ford Falcon. Logo após a criação da marca DeSoto, a Chrysler comprou a Dodge, e passou a ter duas marcas de preço médio, ficando ainda a DeSoto com preços abaixo dos modelos da Dodge. Apesar da crise econômica, as vendas se mantiveram aceitáveis, com 25.000 unidades vendidas em 1932.
No entanto, em 1933, a Chrysler decidiu reverter as posições de mercado das duas marcas, na esperança de impulsionar as vendas da Dodge. Os preços dos veículos DeSoto foram aumentados e em 1934, eles receberam os corpos simplificados do Chrysler Airflow. O resultado foi um desastre e as vendas caíram imediatamente.
Em 1935, mais uma tentativa foi feita, dessa vez com o corpo do Chrysler Airstream, com resultados mais aceitáveis. Ambos mantiveram os mesmos nomes dos veículos Chrysler, ou seja, DeSoto Airflow e DeSoto Airstream. O DeSoto 1942, é certamente um dos modelos mais memoráveis da marca, por utilizar faróis pop-up, chamados, naquela ocasião, de "Air-Foil".
Entre 1952 e 1957, durante a recuperação econômica pós segunda guerra, a DeSoto produziu veículos memoráveis como o DeSoto Firedome (1952–1959), o DeSoto Powermaster (1953–1954), o DeSoto Fireflite (1955–1960), o DeSoto Pacesetter (1956-1961) e o DeSoto Firesweep (1957–1959). Em 1955, o designer Virgil Max Exner, redesenhou alguns dos modelos com uma visão futurista, o que rendeu à marca, vendas acima das suas expectativas.
Porém, as vendas de 1958 desaceleração assustadoramente, devido à procura dos americanos por carros de pequeno porte e mais econômicos, com isso, as vendas da DeSoto foram 60% inferiores em relação as de 1957. Os anos de 1959 e 1960, não foram diferentes, e rumores começaram a circular, que de a DeSoto seria descontinuada.
Em 1961 a Chrysler decidiu criar uma linha de veículos mais acessíveis, Isso sem dúvida acelerou a decisão de encerrar a produção do DeSoto, que passou a se asemelhar em tamanho, estilo e principalmente preço, aos carros da própria Chrysler. O anúncio do encerramento veio em 30 de novembro de 1960, apenas quarenta e sete dias após a introdução dos modelos de 1961.
Naquela época, os armazéns da Chrysler continham vários milhões de dólares em peças de DeSoto, então a empresa intensificou a produção para usar todo seu estoque. Alguns revendedores que tinham abastecido seus estoques pelos termos de seus acordos de franquia, não receberam nenhuma compensação da Chrysler pelos veículos não vendidos no momento do anúncio formal. Para piorar a situação, a Chrysler só entregou os carros vendidos pelas revendedoras, em dezembro, e isso ainda trouxe problemas financeiros para elas. Depois que o estoque de peças estava esgotado, alguns pedidos pendentes de clientes foram atendidos com a entrega de Chrysler Windsors.
Uma estranha estratégia de marketing
Os gestores de marketing da Chrysler, durante a década de 1950, decidiam colocar as cinco marcas (Plymouth, Dodge, DeSoto, Chrysler e Imperial), uma contra a outra, o que causou o maior dano a DeSoto. Em vez de gerenciar a relação de mercado com preços específicos, como a General Motors havia feito com sucesso, a Chrysler permitiu que suas próprias divisões desenvolvessem produtos específicos.
A Dodge convergiu para o mercado de luxo em meados da década de 1950, e essa estratégia comprometeria o desenvolvimento dos veículos da DeSoto, que em 1957, por exemplo, usava chassi e motores da Dodge, o que fez com que seus carros competissem entre sí, não de maneira complementar, mas sim destrutiva. Alem disso, o Firedome e Fireflite de preço mais elevados, começaram a parecerem com os Chryslers com algumas pequenas diferenças estéticas, em uma época em que os consumidores iniciavam uma identificação, com suas marcas “preferidas”, e isso foi receita certa para o desastre.
Quando o marketing da Chrysler mostrou que os consumidores estavam comprando Chrysler de preços mais baixos ao invés dos DeSotos, e o Chrysler Newport de 1961, havia vendido mais de 45.000 unidades em seu primeiro ano, enquanto o DeSoto vendera apenas 3.034 unidades no total, a extinção da marca pareceu a melhor decisão a cuto e longo prazo. Em 1962, a Dodge também lançou o que seria um veículo na faixa de preço e tamanho que o DeSoto, era o Dodge Custom 880. Tanto a Chrysler quanto a Dodge começaram a comer o já pequeno mercado da DeSoto e a alta gerência da Chrysler não fez nada para detê-los.

























