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DODGE BROTHERS COMPANY

Fundação: 1914 - Michigan , Estados Unidos

Fundadores: John Francis Dodge e Horace Elgin Dodge

Proprietário: FCA- Fiat Chrysler Automobiles

Sede atual: Auburn Hills, Michigan , EUA

Sitehttps://www.dodge.com/

 

Na década de 1830, Ezekiel Dodge e sua esposa Anna, se estabeleceram na cidade de Niles, Michigan onde abriram uma loja para consertar motores de barcos. O casal teve duas filhas e onze filhos, incluindo Daniel Rugg Dodge, que acabou assumindo o negócio do pai. Daniel, por sua vez, teve dois filhos com sua primeira esposa, que faleceu ainda jovem, e depois de se casar com Maria Duval Casto, teve mais três filhos, Della em 1863, John Francis em 1864 e Horace Elgin, em 1868.

 

John e Horace cresceram trabalhando na loja com o pai, mas a família se mudou algumas vezes, até que em 1886 chegaram a Detroit. Os irmãos trabalharam em oficinas mecânicas como a Murphy's Boiler Works, onde ampliaram seus conhecimentos sobre engenharia e negócios. Em 1896, após perceber os problemas que a sujeira e a lama das ruas causavam aos mecanismos das bicicletas, Horace criou e patenteou um rolamento de esferas à prova de sujeira. Em seguida, os irmãos se associaram a Fred S. Evans na produção das bicicletas Evans & Dodge.

A experiência foi curta e apenas quatro anos depois, eles venderam sua participação na empresa, por US$ 3.700 e em 1902 fundaram a Dodge Brothers Company, sua própria oficina mecânica, onde começaram fazendo peças para fogões. Durante sua nova empreitada, os irmãos perceberam uma grande oportunidade surgindo com o crescimento da indústria automobilística e redirecionaram seus esforços para a fabricação de peças automotivas, que por sua excelente qualidade, chamaram a atenção de grandes empresas como a Olds Motor Vehicle Company, para quem passaram a produzir motores, transmissões e eixos, usados nos veículos Oldsmobile.

Enquanto isso, Henry Ford tinha passado por duas falências e não conseguiu encontrar financiadores ou fornecedores que concordassem em trabalhar a crédito. Mas percebendo o sucesso e a qualidade das peças desenvolvidas pelos Irmãos Dodge, ofereceu aos irmãos, 10% da nova Ford Motor Company e o direito a todos os ativos no caso de outra falência. Em troca, eles entrariam com US$ 3.000 em dinheiro, US$ 7.000 em peças e sua experiência mecânica e nos negócios. Quando a Ford fabricou seus primeiros carros, ela empregava 12 pessoas, enquanto a Dodge já tinha 135 funcionários.

John e Horace, desistiram de seus outros clientes, desenvolveram todo o ferramental para a produção dos veículos Ford, e segundo Thomas McPherson, em seu livro “The Dodge Story”, os irmãos também redesenharam o eixo traseiro, o motor, o corpo e outras partes fundamentais do Ford Modelo T, o que provavelmente fez a diferença entre os fracassos do passado de Ford e seu novo sucesso. Sem os Dodges, Henry Ford provavelmente acabaria sendo apenas outro construtor de carros.

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Os Dodges ganharam muito dinheiro construindo os carros, e também através de suas ações. No final do primeiro ano do contrato, eles receberam US$ 10.000 em dividendos. Mas Ford, não reconhecia em público a participação engenhosa dos irmãos e chamava a atenção da mídia toda para si próprio. Já os irmãos, não foram afetados pelo sucesso, eles mantinham suas rotinas e não raramente eram vistos em bares, bebendo com os operários.

Em 1910, a nova fábrica construída pelos irmãos Dodge, foi inaugurada na cidade de Hamtramck, a 10 km do centro de Detroit.  Ela empregava 5.000 trabalhadores, com uma folha de pagamento de US$ 6 milhões anuais. John e Horace, discordavam fortemente de Henry Ford, quando o assunto era cuidado com funcionários. Eles tinham uma clínica médica totalmente equipada, um departamento para cuidar das necessidades sociais dos trabalhadores e um projeto chamado “Playpen", onde os homens poderiam consertar ou inventar coisas depois de seu horário de trabalho.

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Os funcionários também recebiam sanduíches e bebidas na hora do almoço, e nas tardes de verão, era servida cerveja na fundição e na forja. Ford preferia contratar pessoas baratas e fáceis de controlar e substituir. Seus empregados não tinham regalias além do pagamento e nem oportunidades dentro da empresa.

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Esses e outros desacordos, fizeram com que os irmãos começassem a pensar em sua independência, no entanto, como eram extremamente justos, honestos e profissionais, o conflito com Ford, não os impediu de projetar e sugerir melhorias para o Modelo T. Astuciosamente, Ford recusou a sugestão com veemência. Ele viu naquilo, uma excelente oportunidade de se livrar dos irmãos e melhorar seu automóvel.

Nascimento dos automóveis Dodge

 

Em 1913, a Dodge Brothers anunciou que passariam a construir e comercializar os seus próprios carros. Eles expandiram sua fábrica, construíram a primeira pista de testes in loco, do mundo, para garantir a qualidade de seus veículos e montaram uma nova rede nacional de vendas. O primeiro Dodge Modelo 30, saiu da fábrica em 14 de novembro de 1914, ele tinha um motor de quatro cilindros e 35hp (melhor do que os usados pela Ford, que tinham apenas 20hp), transmissão de engrenagens deslizantes, partida elétrica, sistema elétrico de 12 volts e corpo todo em aço. Custava US$ 785,00, cerca de R$ 74.500,00 em julho de 2018, o que era praticamente o dobro do Modelo T.

O primeiro revendedor da Dodge foi a Cumberland Motors de Nashville, Tennessee, que permaneceu em atividade até o final da década de 1960, e anunciava orgulhosamente seu status de "Primeiro Dodge dealer do mundo". Havia 22.000 pedidos para concessionárias Dodge antes mesmo de sua produção começar.

Os carros Dodge Brothers ficaram em segundo lugar nas vendas de 1916 nos EUA e nesse mesmo ano Henry Ford decidiu parar de pagar dividendos das ações da Ford, para obter fundos que financiassem a construção de seu novo Ford River Rouge Complex, em Dearborn, Michigan. Isso levou os Dodges a abrirem um processo que protegesse seus ganhos anuais em ações de aproximadamente um milhão de dólares.

 

Em uma jogada bastante questionável, Ford anunciou que deixaria a presidência da fábrica e que nomearia seu filho Edsel Ford para o cargo. Isso fez com que as ações da empresa despencassem e Ford pode comprar a participação dos Dodges por um preço bem abaixo do que realmente valiam. Quando Horace e John foram questionados sobre por que estavam deixando a Ford para produzir seus próprios veículos, eles teriam respondido: "Algum dia, as pessoas que possuem um Ford vão querer um automóvel".

Um estranho evento fez com que qualidade e durabilidade dos veículos Dodge fossem percebidas ainda em 1916. O exército americano estava em uma expedição no México, contra Pancho Villa, e o tenente George Smith Patton, liderou em maio daquele ano, uma incursão a uma fazenda em San Miguelito, Sonora, com um grupo de dez soldados e dois guias civis em três carros de turismo Dodge Model 30.

 

Durante o tiroteio que se seguiu, o grupo matou três homens, um dos quais um foi identificado como Júlio Cárdenas, um dos homens de confiança de Villa. Os soldados de Patton amarraram os corpos aos capuzes dos Dodges, retornando ao quartel-general em Dublán e foram recebidos por uma animada comitiva de jornalistas americanos. Após esse evento, uma campanha publicitária da Dodge Brothers cunhou a palavra “confiabilidade”, que logo foi incluída no dicionário. Seu outro slogan era "fala por si",

 

Em 1917, respondendo à pressão de compradores e revendedores, a Dodge construiu uma ambulância usada pelo exército dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial. Esse veículo gerou o primeiro caminhão comercial Dodge, com uma carga útil de mil libras, vendido por US$ 885. Nesse ano, a Dodge caiu para o quarto lugar nas vendas dos EUA, mas também foi o primeiro ano em que começaram a exportar carros para o Canadá. Eles venderam cerca de 90.000 carros, mas o rápido sucesso da Chevrolet ofuscou seu sucesso.

 

Em 1918, a Dodge produziu mais de 60.000 carros para as forças aliadas, principalmente para o exército francês, ainda engajados no combate à Primeira Guerra Mundial. Enquanto isso a produção de veículos civis, continuou operando, diferente de outras montadoras que tiveram problemas para se recompor no pós-guerra. Em 1919, 400 mil carros deixaram a linha de produção, e em 1920, os carros da Dodge Brothers voltaram a ocupar o segundo lugar nas vendas americanas.

A morte dos irmãos Dodge e a venda para a Chrysler

 

Embora os negócios crescessem exponencialmente, uma tragédia ocorreu com a família Dodge. John, contraiu o vírus da gripe espanhola, ou H1N1, em uma pandemia que durou de 1918 até 1920 e infectou mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo. Os esforços para salvá-lo foram em vão e em 14 de janeiro de 1920, ele faleceu. Seu irmão Horace, que também havia contraído o vírus, sobreviveu por mais um breve período, mas não resistiu e faleceu em 10 de dezembro de 1920.  

 

Com a perda de seus fundadores, a Dodge Brothers Company passou para as mãos das viúvas dos irmãos, que promoveram, Frederick Haynes, que estava com os irmãos Dodge desde a época das bicicletas. Haynes, Ele montou uma joint venture com os irmãos Graham, para transformar o chassi do carro Dodge em um caminhão comercial leve. Durante esse período, também foi lançada a Séries 116. No entanto, ao longo da década de 1920, a Dodge gradualmente perdeu seu ranking de vendas, caindo para a sétima posição no mercado americano, embora, em 1924, tivesse inaugurado sua primeira grande fábrica canadense, em Walkersville, Ontário.

 

Em 1925, a empresa Dodge Brothers foi vendida pelas viúvas para o bem conhecido grupo de investimento Dillon, Read & Co, por US$ 146 milhões, o que foi considerado na época, a maior transação em dinheiro da história. A Dillon, Read & Co. ofereceu ao mercado, ações da empresa, sem direito a voto, e junto com a venda de títulos conseguiu levantar US$ 160 milhões, obtendo um lucro líquido de US$ 14 milhões.

 

Em 1 de outubro de 1925, a Dodge Brothers, Inc., adquiriu 51% da Graham Brothers, Inc., por US$ 13 milhões e em 1º de maio de 1926, também adquiriu os 49% restantes. Os irmãos Robert Graham, Joseph Graham e Ray Graham, assumiram posições de gerência na Dodge Brothers, mas deixaram a empresa no início de 1927, para começar um novo empreendimento, a Graham-Paige.

Frederick Haynes permaneceu como administrador e E.G. Wilmer foi nomeado presidente do conselho administrativo, em novembro de 1926. Porém, Wilmer era um banqueiro sem experiência em automóveis e o próprio conselho decidiu manter Haynes na presidência.  Em 1927, a Dodge introduzi a nova linha Dodge Senior Six de seis cilindros e renomeando a de quatro cilindros para Dodge Fast Four. Em 1928, dois modelos mais leves, também foram equipados com motores de seis cilindros, eram o Dodge Standard Six e o Dodge Victory Six.

 

Apesar de todas as mudanças, as vendas da Dodge continuavam em queda. Naquele momento, Walter Percy Chrysler, havia deixado a GM e procurava formas de expandir a recém-criada Chrysler Corporation. E em junho de 1928, ele comprou a Dodge em uma negociação multimilionária, fazendo com que a Chrysler, entrasse instantaneamente para a “Big Three”.

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Em 1929, a Dodge vendeu 124.557 carros, mas novamente ficou na 7ª posição. A grande depressão fez com que muitas empresas de automóveis, falissem nos anos seguintes, porém, a Chrysler conseguiu sobreviver usando inúmeros truques, incluindo a combinação de concessionárias para vender várias marcas, e oferecer aos funcionários a opção de demissões ou um corte salarial.

 

Os motores Dodge foram eliminados em 1930 e substituídos pelo Chrysler Six de 190 polegadas cúbicas e 60hp e o primeiro motor oito cilindros, em um Dodge, o straight-eight com 221 polegadas cúbicas. Em uma noite de 1932, os engenheiros da Dodge, pediram para que o escultor Avard Fairbanks, criasse um enfeites no capô, tão atraente como o da Rolls Royce, para os 10.000 carros que só estavam esperando o adorno para serem vendidos. Fairbanks tomou emprestado um livro de animais e passou os dias seguintes na sede da Chrysler, dormindo em um sofá.

Inicialmente ele pensou em usar o leão da montanha, o tigre ou outro grande felino, mas por fim, decidiu modelar um carneiro com longos chifres aspirais. Os engenheiros e até mesmo o próprio Walter P. Chrysler, não estavam convencidos de que seria uma boa imagem, até que o artista leu um trecho do livro, onde estava escrito: “O carneiro é o dono das trilhas que habita, e não sente medo de nenhum outro animal, por mais selvagem que for”.

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E ainda explicou que qualquer um que visse os grandes chifres, pensaria em se esquivar. Diz a história, que após a explicação, Chrysler, olhou para a modelo, depois olhou para os engenheiros, coçou a cabeça e disse: "É exatamente o que eu quero. Vá em frente”.

O fim de uma era surgiu em 1935, quando a Dodge Brothers Corporation foi absorvida pela Corporação Chrysler, deixando de ser uma empresa de propriedade integral, o que também aconteceu com a Plymouth Motor Corporation, que também se tornou uma divisão da Chrysler. A nova divisão não se chamava Dodge Brothers, mas simplesmente "Dodge Division", embora os carros tenham permanecido rotulados como Dodge Brothers por algum tempo. Nesse ano a empresa atingiu a 4ª posição em vendas nos Estados Unidos, atrás da Chevrolet em 1º, Plymouth em 2º e Ford em 3º.

 

Em 1936, a produção chegou a um recorde de 265.000 unidades, mas em 1938, esse número caiu para 114.500, mesmo com a nova fábrica de caminhões tendo sido inaugurada em Warren, Michigan. Nesse ano também foi produzido o último automóvel com a marca “Dodge Brothers”. Em 1939, 179.300 Dodges foram produzidos, a partir de então, toda a produção da Dodge foi direcionada a veículos militares.

Revitalização do pós-guerra

 

A produção civil em Dodge foi reiniciada no final de 1945. Os primeiros anos do pós-guerra, fez com que todos os fabricantes de automóveis achassem fácil vender seus veículos, pela ausência de produção durante a segunda grande guerra. Como quase todos os outros fabricantes de automóveis, a Dodge vendeu os carros com o design de 1940, em 1948.

 

O estilo não era o ponto forte de Dodge durante esse período, embora isso tenha começado a mudar em 1953, sob a direção do diretor de design corporativo, Virgil Exner. Ao mesmo tempo, a Dodge também introduziu seu primeiro motor V8 - o Red Ram Hemi, uma versão menor do projeto original do famoso Hemi. Os novos carros de 1953 eram menores e baseados no Plymouth. Em 1954, as vendas caíram, o estilo atarracado não foi bem aceito pelo público. Em 1954 também os veículos receberam transmissão totalmente automática PowerFlite.

Em 1954, a Chrysler tomou emprestado US$ 250 milhões, para financiar a readequação de suas fábricas, afim de atualizar o estilo antiquado das linhas dos seus carros. Esse empréstimo que contribuiu para que a Chrysler não se beneficiasse do boom do pós-guerra como ocorreu com a GM e a Ford. Como estratégia para manter-se competitiva, em 1955, a Dodge adotou o estilo "Forward Look", iniciando uma nova era para a marca americana. Depois disso, modelos especiais foram incluídos na linha de produção, como o Dodge LaFemme.

 

Com estilo sistematicamente atualizado e motores cada vez mais fortes, até 1960 a Dodge encontrou novos mercados para seus produtos. Esta situação melhorou quando ela introduziu uma nova linha chamada Dodge Dart, para competir com a Ford, a Chevrolet e a Plymouth, na classe de veículos de médio porte.

 

Em 1961 a Dodge lançou o compacto Dodge Lancer e o médio porte Dodge Polara, enquanto o Dodge Custom 880 de 1962 e o Dodge Monaco de 1964, ocupavam o espaço dos carros de grande porte. Em 1965, reviveu o Dodge Coronet e em 1966 lançou o fastback, que se tornaria uma lenda, o Dodge Charger. O Charger não apenas dominou a pista por 4 anos completos, como suas melhorias aerodinâmicas mudaram para sempre a história das corridas da NASCAR. Em 1969 a empresa também apresentou o esportivo Dodge Super Bee.

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Em 1970, influenciados pelo sucesso dos seus carros “esportivos” e buscando sua entrada no mercado do “Pony-cars”, a Dodge lançou o Dodge Challenger, nas versões coupe e conversível. Esses veículos ofereciam de tudo, desde motores econômicos leves até o Hemi V8 pronto para corrida no mesmo pacote.

 

Em 1971, pensando em atingir todos os segmentos do mercado, a Dodge fez uma parceria com a Mitsubishi Motors para oferecer o subcompacto Dodge Colt. Ao longo dos anos, a Chrysler passou a depender fortemente de seu relacionamento com a Mitsubishi. A Dodge também adquiriu uma versão do Plymouth Duster, comercializado como Dodge Demon, com motores de 6 ou 8 cilindros, porém, eles nunca venderam como o próprio Duster.

Os efeitos da crise do petróleo de 1973

 

A crise do petróleo de 1973 causou mudanças significativas na Chrysler, e consequentemente na Dodge. Exceto pelos modelos Colt e Dart (com motor Slant Six), o restante da linha foi rapidamente vista como extremamente ineficiente. Essa também foi uma realidade para a maioria das montadoras americanas na época, o problema é que a Chrysler não estava em sua melhor forma financeira para reagir com a mesma velocidade no down size dos seus veículos, que a GM e a Ford estavam.

 

Para mitigar o problema, em 1978 a Dodge lançou o subcompacto Dodge Omni, e aumentou o número de modelos importados pela parceria com a Mitsubishi. Ela também reduziu o tamanho e o motor do Dodge Challenger, que passou a ser um subcompacto de quatro cilindros ao invés de oito. O Dodge Dart foi substituído por um novo Dodge Aspen em 1976, enquanto o Dodge Coronet e o Dodge Charger foram substituídos pelo Dodge Diplomat, em 1977. As vendas do enorme Dodge Monaco, caíram sistematicamente, até que ele foi substituído pelo Dodge St. Regis em 1979.

Para reverter os efeitos críticos da crise, um novo presidente foi nomeado para a Chrysler. Seu nome era Lido Anthony Iacocca, ou como era mais conhecido, Lee Iacocca. Ele solicitou e recebeu empréstimos federais do Congresso dos Estados Unidos, em um esforço para salvar a empresa da falência. Com isso, a Chrysler rapidamente começou a trabalhar em novos modelos que deixariam o passado para trás, enquanto se reorganizavam para pagar o altíssimo empréstimo obtido.

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O primeiro fruto do programa de desenvolvimento de Iacocca, foi a plataforma "K-Car", lançada em 1981, cuja versão Dodge foi o Dodge Aries. Esta plataforma básica e durável, com tração nas rodas dianteiras, gerou toda uma gama de novos modelos na Dodge durante a década de 1980, incluindo o inovador Dodge Caravan, de 1984, que não só ajudou a salvar a Chrysler como criou um segmento de mercado totalmente novo que permanece popular hoje em dia, a minivan.

Até o começo dos anos 1990, a designação da Dodge como uma divisão de carros esportivos foi apoiada por uma sucessão de modelos de alto desempenho, incluindo o Dodge Daytona, produzido até 1993, ano em que os veículos Mitsubishi com a marca Dodge foram retirados dos catálogos, exceto pelo Dodge Stealth que se manteve até 1996. Porém, os motores e componentes elétricos fabricados pela Mitsubishi ainda foram utilizados nos produtos americanos domésticos da Chrysler.

 

Em 1992, a Dodge evoluiu em sua orientação para o alto desempenho lançando o Dodge Viper, que apresentava um motor V10 de alumínio. Este foi o primeiro passo da campanha "The New Dodge", que apontavam as inovações nos veículos e desafiavam seus concorrentes. Na mesma linha de evolução, em 1994 foi lançada a segunda geração da pickup Dodge Ram.

A era moderna

 

Em 1998 a Chrysler Corporation fundiu-se com a Daimler-Benz AG formando a Daimler-Chrysler. Para a nova empresa, racionalizar a ampla linha da Chrysler era uma prioridade, e a marca irmã da Dodge, a Plymouth, foi retirada do mercado. Com esse movimento, a Dodge tornou-se a divisão de baixo preço da Daimler-Chrysler, bem como sua divisão de desempenho.

 

Outras economias de custo foram exploradas na forma de um amplo acordo de compartilhamento de plataforma com a Mitsubishi, que gerou o subcompacto Dodge Caliber de 2007 e o reestilizado sedan Dodge Avenger de 2008. O chassi de tração traseira foi usado no início de 2008 para construir um novo Dodge Challenger, com um estilo reminiscente do Challenger 1970 original.

Na primavera de 2007, a DaimlerChrysler chegou a um acordo com a Cerberus Capital Management para vender sua subsidiária do Grupo Chrysler, da qual a divisão Dodge fazia parte. Logo depois, a bolha imobiliária começou a destruir o mercado americano e em 1 de maio de 2009, a Chrysler e a GM pediram falência. Mas em 10 de junho daquele mesmo ano, a montadora italiana Fiat formou uma parceria com a Chrysler sob gestão de Sergio Marchionne, para formar o Chrysler Group LLC, no qual a Dodge permaneceu totalmente integrada.

 

O governo dos EUA forneceu mais de US$ 6 bilhões em empréstimos a 21%, chamados de "empréstimos-ponte" ou "resgate". A empresa recém-formada pagou integralmente o empréstimo com juros ao governo dos EUA em 24 de maio de 2011, cinco anos antes do previsto. Isso permitiu que a Chrysler LLC se fundisse totalmente com a Fiat para formar a FCA - Fiat Chrysler Automobiles, em 2014.

Em 6 de maio de 2014, a FCA anunciou uma grande reestruturação, na qual a Dodge se concentrará apenas em veículos de desempenho e estará posicionada entre a Chrysler e a Alfa Romeo. Como parte da reestruturação, a Dodge irá descontinuou o Dodge Grand Caravan, após 32 anos de produção. Além disso, a divisão Ram Trucks permaneceria separada, enquanto a divisão SRT foi incorporada à Dodge.

 

Em 2018, a gama de veículos da Dodge nos Estados unidos, conta com os esportivos Dodge Charge e Dodge Challenger as SUVs Dodge Journey e Dodge Durango, a Van Dodge Grand Caravan, além de comercializar a linha Ram Truck e o Viper.

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O Início (1910): O primeiro logotipo usado pelos irmãos Dodge desde 1910, era composto por dois círculos concêntricos. Entre eles estavam dispostos de maneira simétrica, mais seis círculos, fazendo referência ao mecanismo de rolamento que Horace havia criado em 1896. O centro, estavam sobrepostas as letras “DB” de Dodge Brothers.

Estrela de Seis Pontes (1914-1938): O logo era desenhado dentro de dois círculos concêntricos, mas dessa vez, trazia internamente, dois triângulos entrelaçados, formando uma estrela de seis pontas. No centro permaneceram as letras "DB" com um desenho estilizado do planeta terra atrás delas. E entre os círculos, estava escrito "Dodge Brothers Motor Vehicles" ou "Dodge Brothers Detrit USA", circulavam a borda externa. Embora a “estrela”, se assemelhasse à Estrela de Davi, os irmãos Dodge eram metodistas, não eram judeus.

 

Brasão (1941-1957): Em 1941, a Dodge introduziu supostamente o brasão da família, em seu logo. O projeto tinha quatro barras horizontais, atravessadas por uma barra vertical com um “O” no centro, e a cabeça de um cavaleiro no topo do emblema. Embora a cabeça fosse retirada em 1955, o emblema sobreviveria até 1957 e reapareceria no Dodge Aspen de 1976.

 

Forward Look (1955-1962): Depois que o brasão da família Dodge foi usado entre 1941 e 1957, Virgil Exner desenhou o logo “Forward Look”, com dois “bumerangues” sobrepostos que sugeriam progresso e movimento para a frente. O projeto foi fortemente influenciado pelo desenvolvimento da tecnologia de propulsão de foguetes.

 

Fratzog (1962-1981): De 1962 a 1981, o emblema da Dodge tinha um rótulo interno colorido: ele era chamado de Fratzog, palavra cujo significado é desconhecido. São três formas de setas apontam para dentro, para formar uma estrela de três lados. Sem saber como nomear a imagem, um designer da Dodge criou o nome estranho.

 

Pentastar (1982-1992): Por uma década, a Dodge adotou o logotipo Pentastar da Chrysler em seus veículos, que eram usados ​​para identificação corporativa desde 1962. Para se diferenciar, o Pentastar da Dodge era vermelho, enquanto o da Chrysler-Plymouth era azul. Esse logo causava algumas confusões para os compradores pela semelhança com as plataformas e o logo da outra divisão.

 

Cabeça de Carneiro (1993–2010): A Dodge reintroduziu o ornamento do capô da cabeça do carneiro nos novos tratores pesados ​​Dodge Bighorn em 1973. Aos poucos, a cabeça do carneiro começou a aparecer nas picapes, quando Dodge se referia a seus caminhões como Ram. A iteração atual do logotipo da Ram's-head apareceu em 1993, e o logo foi padronizado em 1996 para todos os veículos, exceto o Viper, que usava a cabeça de uma cobra.

New Dodge logo (2010-Atual): Quando a Ram Trucks foi relançada como marca própria em 2009 e usou o logo da Dodge, a Dodge foi forçada a substituir a sua logomarca. O atual logo Dodge apresenta vários tons de prata e vermelho. A inscrição Dodge é toda prateada, mas tem uma tonalidade clara no topo e escura, ou cinza, na parte inferior. Ele representa grandeza, dignidade e sofisticação. As duas listras inclinadas no lado direito do logotipo são pintadas de vermelho para simbolizar paixão e emoção, associadas aos veículos da empresa. O novo logotipo foi revelado em maio de 2010.

Os logotipos da Dodge
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