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FERRARI NV

Fundação: 1947 - Maranello, Itália

Fundador: Enzo Ferrari

Proprietário: Ferrari NV (90%) e Piero Ferrari (10,0%)

Sede atual: Maranello, Itália 

Sitehttps://www.ferrari.com

 

Enzo Anselmo Ferrari, nasceu em 18 de fevereiro de 1898 em Modena, Itália. Ele era o mais novo dos dois filhos de Alfredo Ferrari e Adalgisa Ferrari, e seu irmão mais velho se chamava Alfredo Ferrari Junior (Dino). Alfredo Sênior, montou uma oficina de fabricação de peças de metal na casa da família, onde Enzo, que cresceu com pouca educação formal, passou muitos dias de sua infância.

 

Em 1908, aos 10 anos de idade, ele viu da vitória de Felice Nazzaro, no Circuito di Bologna, e isso o inspirou a se tornar piloto de corridas. Durante a Primeira Guerra Mundial, ele serviu no 3º Regimento de Artilharia de Montanha do Exército Italiano. Seu pai e seu irmão mais velho, morreram em 1916, como resultado de um surto da gripe espanhola. Enzo, também contraiu o vírus na pandemia de 1918, e por isso foi dispensado do serviço militar.

 

Após o colapso dos negócios da família, Enzo começou a procurar emprego na indústria automobilística. Ele voluntariamente ofereceu seus serviços para a Fiat em Turim, mas foi na CMN - Costruzioni Meccaniche Nazionali, um fabricante de automóveis de Milão, que se estabeleceu como piloto de testes. Mais tarde ele foi promovido a piloto de carros de corrida e fez sua estreia em 1919 na corrida de subida de Parma-Poggio di Berceto, onde terminou em quarto lugar na categoria de três litros ao volante de um CMN 15/20 2.3 litros. Em 23 de novembro do mesmo ano, ele participou da Targa Florio, mas não concluiu a prova, pois o tanque de combustível de seu carro apresentou um vazamento.

Em 1920, Enzo entrou para o departamento de corridas da Alfa Romeo como piloto, e em 1924, venceu o Coppa Acerbo em Pescara, um sucesso que encorajou a Alfa Romeo a oferecer a ele uma chance em competições de maior prestígio, porém, chocado com a morte de Antônio Ascari em 1925, a Enzo passou a competir sem o mesmo entusiasmo de antes, e decidiu se concentrar na gestão e desenvolvimento dos carros de corrida da Alfa Romeo.

 

Em 1929, ele criou a Scuderia Ferrari que era uma divisão de corridas da Alfa, com pilotos superstars, incluindo Giuseppe Campari, Achille Varzi e Tazio Nuvolari. A equipe foi muito bem-sucedida, graças aos excelentes carros, por exemplo, o Alfa Romeo P3 e aos talentosos pilotos, como Nuvolari. Após o nascimento de seu filho Alfredo Ferrari (Dino) em 1932, Enzo, que ainda pilotava eventualmente, decidiu abandonar as pistas e se dedicar a construção dos carros e evolução da sua equipe de corridas.

 

Em 1935, Enzo e sua equipe, projetaram e construíram seu primeiro carro de corrida, o Alfa Romeo Bimotore, dando os primeiros passos na rota para se tornar um fabricante de carros. Em 1937, Enzo também supervisionou o projeto e a construção do Alfa Romeo Alfetta 158. Em 1938, a Alfa Romeo trouxe sua operação de corridas novamente para dentro da empresa, formando a Alfa Corse em Milão e contratou Enzo Ferrari como gerente do novo departamento de corridas. Nesse momento, a Scuderia Ferrari foi dissolvida.

 

Foi nesse período, que o emblema do cavalo rampante começou a aparecer nos carros de sua equipe. O emblema foi criado e ostentado pelo piloto de aviões de combate Francesco Baracca, durante a Primeira Guerra Mundial. Baracca deu a Ferrari um colar com o cavalo empinado antes de decolar para uma missão, onde foi abatido e morto por um avião austríaco. Em memória de sua morte, Enzo usou o cavalo para criar o emblema que se tornaria o mundialmente famoso escudo da Ferrari. Inicialmente exibido nos Alfa Romeos, o escudo foi visto pela primeira vez em uma Ferrari em 1947.

Em 6 de setembro de 1939, Enzo Ferrari deixou a Alfa Romeo levando consigo o nome da Ferrari, com o consentimento da Alfa, que não poderia usá-lo em associação com corridas ou carros de corrida por pelo menos quatro anos. Poucos dias depois, ele fundou a Auto Avio Costruzioni, sediada nas instalações da antiga Scuderia Ferrari em Modena.

 

A nova empresa produziu máquinas, ferramentas e peças para aeronaves, mas em 1940, Enzo construiu dois exemplos de um carro de corrida, o Auto Avio Costruzioni 815, baseado em uma plataforma Fiat 508C. Esse veículo estreou em 1940 na Mille Miglia, mas devido à Segunda Guerra Mundial, não teve grande repercussão. Em 1943, a fábrica de Enzo mudou-se para Maranello, onde permaneceu desde então. em 1945, após o fim da guerra, Enzo encomendou a Gioacchino Colombo o projeto de um motor V12, e em 1946, ele divulgou para a imprensa as especificações e desenhos de seu novo carro.

O primeiro carro com emblemas da Ferrari foi a Ferrari 125 Sport de 1947, equipada com um motor V12 de 1,5 litros. Em 12 de março, Enzo Ferrari levou o carro para seu primeiro test-drive nas estradas e em 11 de maio de 1947, dois desses veículos estrearam no circuito de Piacenza, dirigido por Franco Cortese e Nino Farina. Esta foi a primeira vez que um carro com emblemas da Ferrari foi inscrito em uma corrida. Em 1950, Enzo inscreveu seus carros no Grande Prêmio de Mônaco, no primeiro evento do Campeonato Mundial realizado lá. De 1951 a 1953, os automóveis Ferrari venceram essa competição.

 

Em 30 de junho de 1956, Alfredo, primeiro filho de Enzo, faleceu devido distrofia muscular de Duchenne, com apenas 24 anos. Enzo sofreu muito com a perda do filho e abalado, permaneceu durante algum tempo, afastado dos negócios. Em 1957, a empresa mudou seu nome para Auto Costruzioni Ferrari.

A forte personalidade de Enzo Ferrari, criava constantes tensões internas, que atingirão seu ponto de ebulição em novembro de 1961. O gerente de vendas de longa data, Girolamo Gardini, há muito se irritava com o envolvimento da esposa de Enzo, Laura Ferrari, na empresa. Os dois discutiram com frequência, e sua disputa se tornou uma crise para quando Gardini, junto com o gerente Romolo Tavoni, o engenheiro-chefe Carlo Chiti, e o chefe de desenvolvimento de carros esportivos experimentais, Giotto Bizzarrini, enviaram uma carta a Enzo, exigindo a saída de sua esposa da empresa.

 

Diferente do que se podia imaginar, Enzo convocou uma reunião com eles e vários outros que os apoiavam e demitiu todos. Essa decisão trouxe um enorme prejuízo para a empresa, e muitos pensaram que poderia ser o fim da Ferrari. De fato, os desertores formaram imediatamente uma nova empresa, a ATS - Automobili Turismo e Sport, para competir diretamente com a Ferrari, tanto nas ruas, como nas pistas, e levaram consigo a Scuderia Serenissima, um dos melhores clientes da Ferrari.

Tudo isso veio em um momento especialmente difícil para a Ferrari, pois a empresa estava trabalhando em um novo modelo para competir com o Jaguar E-Type. O desenvolvimento deste carro, a Ferrari 250 GTO, estava em um ponto crítico, com o chassi e a finalização deixados incompletos. Mesmo que o carro pudesse ser terminado, não estava claro se ele poderia ser executado com sucesso sem Tavoni e sua equipe.

A solução para o problema, veio dos pilotos e amigos de Enzo, Mauro Forghieri e Sergio Scaglietti. Forghieri aperfeiçoou com sucesso o manuseio do GTO e Scaglietti projetou um corpo totalmente novo para o carro. O GTO foi inscrito na Sebring International Raceway, com o piloto Phil Hill e ficou em primeiro lugar da sua classe, e continuou ganhando em 1962, deixando de lado o desafio da Jaguar e se tornando um dos carros esportivos mais famosos da história.

 

Essa reviravolta e o talento de engenharia de Forghieri tornaram a década de 1960 ainda mais bem-sucedida para a Ferrari do que na década anterior. Nas ruas, a Ferrari 275 de 1964, teve vendas excelentes e em 1968, a Ferrari Dino, e a Ferrari Daytona Consolidaram a marca nos corações dos apaixonados por qualidade e velocidade.

Em meados da década de 1960, a Ford tentou comprar a Ferrari, mas não obteve sucesso. Como resposta, em 1966, a empresa lançou o Ford GT40, e acabou com o domínio da Ferrari nas 24 Horas de Le Mans, conquistando os 3 primeiros lugares na prova. Depois disso, a FIA proibiu protótipos acima de 3000cc, em LeMans, o que também afetou a Ferrari. A mudança foi anunciada no final de 1967 e entrou em vigor em 1968, naquela época, a Scuderia. Em sinal de protesto, não participou de corridas esportivas.

 

No início de 1969, a Fiat S.p.A. assumiu 50% de participação na Ferrari. Um resultado imediato foi um aumento nos fundos de investimento disponíveis, para os novos modelos da Ferrari. Menos positivo foi o efeito sobre as relações industriais na fábrica de Maranello. Em junho, um jornalista testemunhou um grupo de trabalhadores que de repente saía da oficina assobiando, isso fazia parte de uma paralisação originária da fábrica da Fiat em Turim e contrastava com o ambiente de produção calmo. que ele havia presenciado em fábricas concorrentes nas proximidades.

Esses anos viram um novo desafio, quando a Porsche, em 1969, venceu o World Sportscar Championship, onde a Ferrari ficou apenas em quarto lugar. A temporada de 1970 viu batalhas épicas entre as duas equipes, mas a Porsche ganhou todos os eventos, exceto Sebring. Além da Porsche, o antigo rival nacional com seu Alfa Romeo T33/3 também venceu duas corridas em 1971 e, assim, ficou em segundo lugar no Campeonato Mundial, acima da Ferrari. Como resposta, em 1971, a Ferrari decidiu preparar a nova Ferrari 312PB para a temporada de 1972, quando apenas a classe de 3 litros seria permitida.

A 312PB dominou o World Sportscar Championship em 1972 contra a Alfa Romeo, já que a Porsche não competiu depois que a regra mudou, e a Matra se concentrou apenas em Le Mans, prova da qual a Ferrari não participou devido à pouca confiabilidade na pilotagem durante 24 horas, e pensando em não manchar sua participação perfeita naquela temporada.

Mas em 1973, a Ferrari, foi praticamente forçada a correr em Le Mans, apesar das preocupações de que seu motor modificado não durasse. No entanto, o carro sobreviveu e marcou um inesperado e honroso segundo lugar. Em seguida, a marca se retirou das corridas esportivas para se concentrar na Fórmula 1.

A Ferrari teve sucesso na Fórmula 1 nos anos 1970, com Niki Lauda vencendo o Campeonato Mundial em 1975 e 1977, e Jody Scheckter em 1979. Na década de 1980, no entanto, a equipe entrou em um período de crise, culminando com a morte de Gilles. Villeneuve na Bélgica em 1982 e um acidente quase fatal para Didier Pironi na Alemanha no mesmo ano.

 

Quando Enzo Ferrari morreu em 1988, aos 90 anos, a Fiat comprou suas ações e passou a ser dona de 90% da empresa. O ex-diretor esportivo Luca Cordero di Montezemolo foi nomeado presidente em 1991 e em 1993, Jean Todt foi contratado como diretor da divisão de competições. Em 1996 Michael Schumacher, se tornou piloto de Formula 1 para a escuderia, e com ele a Ferrari, voltou a ter bons resultados nas pistas de Fórmula 1, ganhando o campeonato mundial de pilotos de 2000 a 2004 e o campeonato de construtores de 1999 a 2004.

Em junho de 2002, a Fiat vendeu 34% da Ferrari para um consórcio de bancos liderado pelo Mediobanca por 775,2 milhões de euros. O consórcio abrangia o Commerzbank, que obteve uma participação de 10% por 228 milhões de euros, o Banca Popolare dell'Emilia Romagna, que ficou com 1,5% e a Compagnie Monégasque de Banque, com 1%. A Mediobanca manteve uma participação de 21,5%. Em julho de 2005, a Mediobanca vendeu 5% da Ferrari para a Mubadala Development Company, uma empresa de investimentos totalmente detida pelo governo de Abu Dhabi. O acordo previa que Mubadala pagasse 114 milhões de euros para comprar a participação de 5%. 

 

Em outubro de 2006, a Fiat recomprou a participação de 29% que ainda pertencia ao consórcio, pagando 892 milhões de euros. Em novembro de 2010, a Fiat pagou 122 milhões de Euros para recomprar a última participação de 5% de propriedade da Mubadala Development. Com esta transação, a participação da Fiat na fabricante italiana de carros de luxo retornou a 90%.

 

Em outubro de 2014, a FCA - Fiat Chrysler Automobiles anunciou suas intenções de separar a Ferrari da FCA. A separação começou em outubro de 2015 com uma reestruturação que estabeleceu a Ferrari NV como a nova holding do grupo Ferrari e a subsequente venda pela FCA de 10% das ações em uma oferta pública na Bolsa de Nova York. Através das etapas restantes da separação, o interesse da FCA nos negócios da Ferrari foi distribuído aos acionistas da FCA, com 10% continuando pertencendo a Piero Ferrari, filho de Enzo.

 

Em 3 de janeiro de 2016, a Fiat Chrysler Automobiles NV e Ferrari NV anunciaram a conclusão da separação do negócio da Ferrari do grupo FCA, com a negociação no Mercato Telematico Azionario definida para começar em 4 de janeiro de 2016. Em 2017, a marca italiana comemorou seu 70º Aniversário e sua história influenciou e continuará a influenciar uma legião de fãs em todo o mundo.

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