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Historia Fiat

FIAT - FABBRICA ITALIANA AUTOMOBILI TORINO

Fundação:  11 de julho de 1899

Fundador: Giovanni Agnelli

Proprietário: FCA - Fiat Chrysler Automobiles

Sede atual: Turim - Itália

Sitehttp://www.fiat.it/

 

A Fiat é uma fabricante italiana de automóveis, fundada em 1899 por Giovanni Agnelli, na cidade de Turim. Filho de Edoardo Agnelli e Aniceta Frisetti, Giovanni nasceu em 13 de agosto de 1866 na cidade piemontesa de Villar Perosa, Na qual, seu pai foi prefeito. Estudou no colégio San Giuseppe, em Turim e depois seguiu carreira militar até 1893, quando retornou a Villar Perosa, e seguindo os passos do pai, em 1895, se tornou prefeito.

 

Nessa época, Agnelli ouviu falar sobre a invenção de um substituto para as carruagens puxadas por cavalos e viu uma oportunidade para usar suas habilidades de engenharia e empreendedorismo. Em 1898, ele investiu no projeto de um novo automóvel, elaborado por Emanuele Cacherano, e em 11 de julho de 1899, junto com um grupo de investidores fundou a F.I.A.T. S.p.A. - Fabbrica Italiana Automobili Torino - Società per Azioni. Em 1900 a primeira fábrica foi inaugurada com 35 funcionários. Dois anos depois, Giovanni foi nomeado diretor administrativo e em 1920, se tornou presidente da empresa, cargo que manteve até sua morte em 1945.

 

Conhecida desde o início pelo talento e criatividade de sua equipe de engenharia, a empresa produziu 24 unidades do seu primeiro veículo, o 3 ½ CV. Em 1903, quando já estava listada na bolsa de valores, aumentou sua produção para 135 unidades e em 1906 para 1.149, quando mudou o acrônimo F.I.A.T. pelo nome “Fiat”, e destinou uma grande parte da produção para exportação. Em 1908, a empresa começa a fabricar seus próprios motores, e também, os primeiros taxis Fiat, que se popularizaram por toda a Europa. A partir de então, Agnelli começou a comprar todas as ações que conseguia.

Em 1910, a Fiat era a maior empresa automobilística da Itália - uma posição que jamais perdeu. Naquele mesmo ano, uma nova fábrica foi construída em Poughkeepsie, New York. Possuir um Fiat naquela época era um sinal de distinção. O custo de um Fiat nos EUA era de U$ 4.000,00, enquanto um Ford Modelo T podia ser adquirido por U$ 875,00.

 

De 1912 até 1914, os carros da Fiat venceram diversas corridas internacionais, como a American Grand Prize, a Indianapolis 500-Mile Race e a Winter Cup de Gotemburgo-Estocolmo. Nesse período os primeiros carros de pequeno deslocamento, chamados de Fiat Zero, começaram a ser produzidos. Com o advento da Primeira Guerra mundial, Agnelli se envolveu com o financista Riccardo Gualino, e juntos investiram em duas empresas nos Estados Unidos, a Marine & Commerce Corporation of America exportadora de carvão e a International Shipbuilding Company que fabricava navios motorizados.

 

Durante a Primeira Guerra Mundial, a Fiat teve que dedicar todas as suas produções para abastecer os aliados com aeronaves, motores, metralhadoras, caminhões e ambulâncias. Com a entrada dos EUA na guerra, em 1917, a fábrica foi fechada porque os regulamentos impostos à fabricação dos veículos eram incompatíveis com suas linhas de produção.

Ao final da primeira grande guerra, a Fiat retomou suas atividades e diversificou os negócios, incluindo tratores em sua linha de produção. Tanto a Marine & Commerce como a International Shipbuilding foram encerradas, por terem foco no esforço de guerra, mas trouxeram grandes lucros para Agnelli, que pode reinvestir na Fiat, como consequência, no início da década de 1920, a empresa tinha 88% de participação de mercado automotivo e saltou do trigésimo para o terceiro lugar entre as principais industriais italianas.

 

Agnelli se tornou presidente da Fiat, e mantendo a parceria com Gualino, participou da reestruturação do banco privado Jean de Fernéx, da compra de um terço das ações de Alfredo Frassati, editor do jornal La Stampa, do projeto para conectar Milão, Gênova e Turim através de uma ferrovia de alta velocidade e de várias outras iniciativas em indústria de base e automobilísticas. Em 1923, Agnelli se tornou senador e ocupou vários outros cargos de prestígio entre as duas guerras. A parceria durou até 1926, quando Gualino decidiu investir exclusivamente na indústria automobilística francesa.

Em 1921, os trabalhadores da Fiat içaram a bandeira vermelha do comunismo e tomaram a fábrica. Agnelli respondeu a essa ação, abandonando a empresa, no entanto, o “Partido Socialista Italiano” e sua organização aliada, a “Confederação Geral Italiana do Trabalho”, em um esforço para efetuar um acordo com os partidos de centro ordenaram que a ocupação terminasse. Em 1922, a Fiat começou a construir a famosa fábrica de automóveis de Lingotto, inaugurada em 1923 e considerada na época, a maior fábrica da Europa. Também foi a primeira fábrica da Fiat a usar linhas de montagem. Em 1925, a Fiat voltou a controlar 87% do mercado automóvel italiano, e em 1928, com o lançamento do 509, ela inovou, incluindo o seguro do automóvel no preço de compra.

Durante a segunda grande guerra, a empresa fabricou máquinas e veículos militares para o Exército e Aeronáutica Italianos, e depois para os alemães. Também fabricou aviões de combate, como o biplano CR42 e o caça G55, tanques leves e veículos blindados. Em 1945, ano em que Mussolini foi derrubado, o Comitê de Liberação Nacional retirou a família Agnelli de papéis de liderança na Fiat por causa de suas ligações com o governo de Mussolini. Estes não foram devolvidos até 1963, quando o neto de Giovanni, Gianni, assumiu como gerente geral até 1966, e como presidente até 1996.

Gianni Agnelli

 

Entre os primeiros passos do jovem Agnelli, houve uma reorganização maciça da administração da empresa, que não tinha a flexibilidade necessárias para a expansão constante da Fiat e o crescimento de suas operações internacionais na década de 1960. A alta gerência, livre da responsabilidade das operações diárias, pôde dedicar seus esforços a novos objetivos, como a aquisição da Autobianchi em 1967, que trouxe U$ 1,7 bilhão, par a empresa, superando a Volkswagen, seu principal concorrente europeu. Em 1968 a Fiat produziu cerca de 1.750.000 veículos, e seu volume de vendas subiu para US$ 2,1 bilhões. Naquela época, o Newsweek publicou sobre a Fiat: "a montadora mais dinâmica da Europa ... pode estar mais próxima de desafiar a supremacia mundial de Detroit".

E o crescimento estava apenas começando. Em 1969, a Fiat adquiriu participação majoritária na Ferrari e na Lancia, e também diversificou seus negócios para máquinas de escrever, empresas de equipamentos eletrônicos e elétricos, empresas de pintura e engenharia civil e uma empresa internacional de construção.

 

Em 1970, a Fiat começou a produzir o Fiat 124 como Lada, na União Soviética. As fábricas de automóveis e caminhões da Fiat também foram construídas em centros industriais da Iugoslávia, Polônia, Bulgária e Romênia. Em 1973, a Fiat criou a Comau, uma empresa de automação industrial com os vários fornecedores que tinham equipado a fábrica da AvtoVAZ na Rússia. Essa nova empresa tornou-se pioneira no uso de robótica para montagem de veículos, uma tecnologia que destacou a Fiat de seus concorrentes nos anos 1970.

 

Apesar de oferecer uma gama relativamente competitiva de carros, a Fiat não estava imune às pressões financeiras que a indústria automobilística enfrentou após o choque do preço do petróleo em 1973. No final de 1976, foi anunciado que o governo da Líbia deveria tomar uma participação de 9,6% na empresa em troca de uma injeção de capital equivalente a 250 milhões de libras. Para se ter a correta dimensão desse acordo, nessa época o governo italiano estava tentando negociar com o FMI um empréstimo de 310 milhões de libras. Outros aspectos do acordo líbio incluíram a construção de uma fábrica de caminhões e ônibus em Trípoli.

O presidente Agnelli descreveu o acordo como "uma operação clássica de reciclagem de petro-dinheiro que fortalecerá as reservas italianas, fornecerá à Fiat capital novo e dará ao grupo maior tranquilidade para realizar seus programas de investimento". Igualmente digno de nota foi o fato de que, apesar do efeito dilutivo do investimento da Líbia sobre os acionistas existentes, o maior acionista da empresa, a família Agnelli, manteve uma participação de 30% no negócio recapitalizado.

 

Em 1979, a empresa se tornou uma holding quando desmembrou seus diversos negócios em empresas autônomas, sendo uma delas a Fiat Auto. Nesse ano, as vendas atingiram um recorde histórico nos EUA, em decorrência da crise do petróleo. No entanto, quando os preços da gasolina caíram novamente após 1981, os americanos voltaram a comprar veículos utilitários esportivos, minivans e picapes em maior número. Além disso, as montadoras japonesas estavam assumindo uma participação cada vez maior no mercado de automóveis, crescendo mais de meio por cento ao ano. Consequentemente, em 1984, a Fiat e a Lancia retiraram-se do mercado dos Estados Unidos. Em 1989, também saíram do mercado australiano, permanecendo apenas na Nova Zelândia. Em 1986, a Fiat adquiriu a Alfa Romeo do governo italiano, enquanto 15% das ações da empresa ainda eram de propriedade da Líbia. Em 1993 a empresa adquiriu a Maserati.

Em 1998, o veterano da General Electric, Paolo Fresco tornou-se presidente da Fiat. Na época em que ele assumiu o poder, a fatia de mercado da empresa, na Itália, havia caído para 41%. Paolo se concentrou em oferecer mais incentivos aos funcionários, para melhorar o desempenho da operação. No entanto, seus esforços foram frustrados por objeções sindicais, que insistiram que os aumentos de salário fossem determinados pelo tempo de serviço, e não pelo desempenho.

 

Nos anos seguintes, sob a gestão de Paolo, gestão, a Fiat formou a CNH Global fundindo a New Holland NV e a Case Corporation. Em 2003, a Fiat perdeu seu setor de seguros, que estava operando através da Toro Assicurazioni para o Grupo DeAgostini, e vendeu a FiatAvio, para a Avio Holding. Um ano depois, em 2004, vendeu sua participação na Fiat Engineering, bem como sua participação na Edison.

 

Sergio Marchionne foi nomeado CEO da Fiat em 2004. Um ano depois, a empresa viu o seu primeiro lucro em 17 trimestres. Marchionne reduziu a burocracia gerencial da Fiat e focou os esforços nos mercados e nos lucros. Enquanto o presidente, Luca di Montezemolo, lidava com políticos e sindicatos, Marchionne reconstruiu o negócio de automóveis.

 

Em 2004 a Fiat tentou uma joint venture com a indiana TATA Motors e com a chinesa Chery Motors, mas os negócios não evoluíram. Em 2010, a retomou seu interesse pela China, concretizando uma joint venture com a GAC Group e criando a GAC ​​Fiat. Sob a liderança de Marchionne, a Fiat também retomou suas atividades em vários grandes mercados, dos quais havia saído anos antes, como o México, Austrália, Canadá e também, os Estados Unidos. Em contra partida, a participação no mercado europeu caiu de 9,3 para 6,2 por cento.

 

Em 2010, John Elkann tornou-se o presidente da Fiat SpA e os acionistas aprovaram um plano para cindir os negócios de bens de capital da Fiat. O fabricante de equipamentos agrícolas e de construção CNH Global NV, a fabricante de caminhões Iveco e a divisão industrial e marítima da Fiat Powertrain Technologies entraram em um novo grupo em 1 de janeiro de 2011. Como consequência, a controladora Fiat Industrial SpA, foi listada na bolsa de valores de Milão. em 3 de janeiro de 2011.

Em 2010, a agência de classificação de crédito Fitch reduziu o rating da dívida da Fiat para classe “BB-“​​ depois de ter acumulado uma dívida de mais de 9 bilhões de euros. Em 2013, o rating de dívida da Fiat foi novamente cortado, desta vez pela Moody's, para “Ba3”, por preocupações de que a demanda europeia fosse menor e que a dívida estivesse caindo mais que o esperado. A estimativa do Financial Times sobre a dívida da Fiat na época era de quase 28 bilhões.

 

Em 20 de janeiro de 2009, a Fiat S.p.A. e a Chrysler LLC anunciaram sua intenção de formar uma aliança global. Sob os termos do acordo, a Fiat pegaria 20% na Chrysler e teria acesso à sua rede de distribuição na América do Norte, em troca de fornecer tecnologia e plataformas para a Chrysler construir veículos menores e mais eficientes nos EUA e fornecer acesso à rede de distribuição global da Fiat. Os acordos foram assinados em 30 de abril de 2009, com a futura participação da Fiat limitada a 49% até todos os empréstimos do governo terem sido reembolsados.

Nenhum dinheiro ou suporte financeiro foi requerido da Fiat sob o acordo, em vez disso, ela obteria sua participação principalmente em troca de cobrir o custo de reorganizar uma fábrica da Chrysler para produzir um ou mais modelos da Fiat nos Estados Unidos. A Fiat também forneceria tecnologia de motor e transmissão para permitir que a Chrysler introduzisse modelos menores e mais eficientes no mercado de NAFTA. O principal objetivo da parceria era fornecer a ambos os grupos economias de escala e alcance geográfico significativamente maiores, numa época em que lutavam para competir com rivais maiores e mais globais, como Toyota, Volkswagen e parceiros da aliança Renault SA e Nissan.

A Fiat não teria que pagar nada pelos seus 20% da Chrysler. Em 7 de junho de 2009, o “Fundo de Aposentadoria da Polícia do Estado de Indiana”, o “Fundo de Aposentadoria do Professor de Indiana” e o “Fundo de Construção de Movimentos Principais do Estado” pediram à Suprema Corte dos EUA que adiasse a venda da Chrysler à Fiat enquanto vários processos que estavam em andamento, não fossem concluídos. Os fundos argumentavam que a venda ia contra a lei de falências dos EUA. Em 9 de junho de 2009, o Supremo Tribunal suspendeu o controle temporário, abrindo caminho para que a Fiat adquirisse a Chrysler, e em 10 de junho, a Suprema Corte anunciou que a Fiat era agora proprietária da Chrysler Group LLC. Marchionne foi nomeado CEO da Chrysler, o que marcou o retorno da Fiat ao mercado automobilístico americano, do qual esteve ausente desde 1984.

 

Em 10 de janeiro de 2011, a Fiat anunciou que aumentou sua participação na Chrysler de 20% para 25% após conquistar o primeiro dos três objetivos de desempenho, em 11 de abril de 2011, com a realização do segundo objetivo, aumentou sua participação para 30% e em 24 de maio de 2011, pagou à Chrysler US $ 1.268 milhões por mais 16% de participação, aumentando sua participação para 46%. A transação coincidiu com a Chrysler refinanciando sua dívida para os governos dos EUA e do Canadá.

 

Em julho de 2011, a montadora de Michigan informou que a Fiat detinha uma participação de 53,5%. A Fiat e a Chrylser afirmaram que esperam que os juros cheguem a 58,5% até o final de 2011, como resultado do alcance do terceiro dos três objetivos de desempenho. Em 5 de janeiro de 2012, a Fiat divulgou que a propriedade aumentou para 58,5%, em julho de 2013 aumentou para 68,49%, e em 1º de janeiro de 2014, a empresa anunciou que iria adquirir as ações remanescentes da Chrysler de propriedade da VEBA, no valor de US $ 3,65 bilhões. O acordo foi concluído em 21 de janeiro de 2014.

Em 29 de janeiro de 2014, foi anunciado que a Fiat S.p.A iria ser incorporada numa nova empresa, a Fiat Chrysler Automobiles NV, constituída nos Países Baixos com domicílio fiscal no Reino Unido. A Fiat Chrysler Automobiles se tornará a proprietária do Grupo Fiat. Em 1º de agosto de 2014, a Fiat S.p.A recebeu a aprovação necessária dos acionistas para prosseguir com a fusão

As atividades do grupo, que foram inicialmente focadas na produção industrial de automóveis, com o tempo, diversificou-se em muitos outros campos, e o grupo agora tem atividades em uma ampla gama de setores na indústria e nos serviços financeiros. Também possui operações mundiais significativas, operando em 61 países, com 1.063 empresas que empregam mais de 223.000 pessoas, 111.000 das quais fora da Itália.

A Fiat também realizou várias joint-ventures e alianças. Com Alfa Romeo, a Lancia e a Saab, resultando em uma série de carros à venda em meados da década de 1980. No início dos anos 2000, foi a vez da General Motors. Em 2005, a Fiat formou uma aliança com a Ford para criar um novo carro pequeno, resultando no Fiat 500 e no Ford Ka. Em 2012, a formou nova aliança com a Mazda para desenvolver e construir um novo roadster de tração traseira para as marcas Alfa Romeo e Mazda.

 

Em 25 de julho de 2018, Sergio Marchionne, o homem que recriou a Fiat, montou o grande conglomerado, e se tornou um dos principais nomes da indústria automobilística moderna, morre aos 66 anos em Zürich, Suíça, após complicações posteriores a uma cirurgia que fez no ombro. Mike Manley, CEO da Jeep, assume seu lugar com a grande responsabilidade de continuar sua história de sucesso.

 

No Brasil, a Fiat chegou em 1979, e seu primeiro automóvel foi o Fiat 147, copia do modelo italiano 127. Esse modelo foi o primeiro automóvel brasileiro a circular com Etanol em 1986, e o modelo ficou conhecido como “Cachaça”. O posterior Pálio, também foi um dos primeiros a utilizarem tecnologia Flex para combustível. Por muitos anos, a Fiat foi líder de mercado aqui no país.

Empresas da grife Fiat

 

A seguir, listamos algumas empresas que fazem parte do grupo e que estão relacionadas com carros e motos. Porem, a Fiat participa ou participou de muitas outras áreas, como tratores, aeronaves, metalurgia, armas, transportes ferroviários, motos, sistemas de produção, construção, comunicações, tecnologia da informação, lazer, serviços econômicos e financeiros entre outras.

  • Marcas de automóveisAbarth & C. S.p.A, Alfa Romeo Automobiles S.p.A, Autobianchi (Inativa desde 1995), Chrysler, Dodge, Ferrari S.p.A. (90%), Fiat, Innocenti (Inativa desde 1996), Jeep, Lancia & C. Fabbrica Automobili, Maserati, Mopar, RAM

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  • Componentes: Magneti Marelli, AL-Automotive Lighting, Carello, Cromodora, Cofap, Ergom Automotive, Jaeger, Mako Elektrik, Paraflu, Seima, Siem SpA, Solex, Weber​​​​​​​

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